Super Body

















Frankinho
Frankinho (Flog)
Rodrigo Blank













21/06/2004 11:13
Fim de Semana Mal-Assombrado

Fala, galera!!!
Certas coisas me deixam chateado, mas a pior delas não aconteceu no final de semana, e sim agora de manhã. Portanto, se mais alguém se incomoda de ver o próprio nome mencionado no meu blog, aproveite a ocasião e me diga que eu faço uma vez apenas e me poupa trabalho. Não voltarei a citar nomes de quem pedir que não seja citado. É tudo o que vou dizer a este respeito e provavelmente não voltarei atrás na minha decisão.
Então, vamos lá, sobre o final de semana. Assustadoramente cheio de fantasmas.
Na sexta, as coisas correram tranquilas. Dei o Pump das 20h substituindo a Andressa, só apareceram quatro alunos. Fui de 49 mesmo, porque não quis decorar nada novo. Ademais, a Andressa não dá o 49 há pelo menos dois meses, então... Na verdade, nem eu mesmo me lembrava muito bem do 49 e acabei errando um pouco a coreografia, mas nada que os alunos notassem. De qualquer modo, esta não passou nem perto de ser a minha melhor aula e eu odeio quando isso acontece. Depois fui para casa e acabei indo dormir cedo. Para variar, cansado demais para conseguir sair à noite.
No sábado, dormi praticamente a manhã e a tarde toda. Li uma boa parte do livro À Espera de um Milagre do Stephen King que eu leio muito pouco durante a semana. Acho que as assombrações já começaram a me perseguir por aí, porque haja estômago para ler a quarta parte do livro (A Horrenda Morte de Eduard Delacroix)!!! Ainda assim, não conseguia parar de ler. É isto que eu gosto nos livros do Stephen King. Você se sente presente lá, com terror e nojo, mas quer mais e mais, não consegue parar de ler. Como não vi o filme, a leitura se torna ainda mais interessante.
Depois, saí para comer pizza em um rodízio com uma amiga. Depois de deixá-la em casa fui para a Heaven (única boate gay de Uberlândia).
Cheguei sozinho lá (como eu faço quase sempre) e fui comprar chicletes, porque tinha comido pizza com alho e, apesar de ter escovado os dentes, aquele gosto acaba persistindo na sua boca. Enquanto ainda abria a embalagem para colocar alguns na boca, o Samuel passa na minha frente. Não me viu (ou pelo menos fingiu que não), passou e voltou. Ao voltar, encontrou alguns conhecidos e os cumprimentou. Ele estava bem na minha frente, mas de costas e eu realmente acredito que ele não tenha me visto. Era a última pessoa que eu esperava encontrar lá, porque, para mim, ele deveria estar trabalhando.
A boate estava cheia em um nível quase insuportável (e em alguns momentos, realmente insuportável). Depois de encontrar o Samuel, encontrei muitos conhecidos, mas acabei preferindo ficar sozinho porque, se fosse conversar com alguém, acabaria falando sobre ele. De qualquer maneira, não queria falar com ele e sei que as pessoas de bom senso (e mesmo as mais insensatas) me mandariam ficar longe dele. Como eu me conheço suficientemente bem, um conselho desses só me faria me aproximar para conversar, portanto a opção pela solidão.
Também pensei que ficaria com qualquer um que se aproximasse, porém afastei sem pensar os três caras que me passaram uma cantada (dois dos quais eu ficaria, se fosse em outra situação). Meu estômago começou a dar sinais de vida, como se estivesse se contorcendo e virando do avesso, coisa que eu já estou mais do que acostumado quando fico nervoso. A Coca-Cola que eu tomei junto com o chiclete que eu não tirei da boca só fizeram piorar essa sensação.
Ele acabou passando por mim mais vezes e, da primeira vez que me viu, chegou até a me cumprimentar. Eu respondi com um aceno de cabeça apenas e isto serviu para mantê-lo à distância.
Vi os shows e acabei saindo de lá mais tarde do que planejei, por volta de 5:30h. Até chegar em casa, tomar banho e me preparar para dormir já eram 6:30h. Tive que levantar por volta de 11h porque meus pais vieram almoçar comigo.
Cabe aqui um parênteses a respeito da história com o Samuel. Ao acordar, no domingo, a primeira imagem que me veio à cabeça foi o rosto dele. E só então percebi que jamais teria ficado com ele na noite anterior. Ele, de certa maneira, está bem diferente do que era quando namorávamos ou de quando a História de Amor aconteceu. Na verdade, ele está horroroso com aquele cabelo. Acho que os meus sentimentos são mais os de uma história mal acabada do que sentimentos por ele.
Depois de almoçar com os meus pais, fomos à casa de um casal de amigos deles e eles foram embora no final da tarde. Como tinha jogado fora a minha noite na boate, resolvi ir à sauna.
Ao colocar os meus pés na sauna à vapor, escuto meu nome sendo chamado. Viro o rosto e vejo o Júnior (outro fantasma). O problema com o Júnior é que ele não consegue admitir que acabou (e olha que acabou em janeiro!!!) e ele acredita que ainda me provoca sexualmente e tem chances comigo. Talvez a vontade dele seja de ficar comigo mais uma vez, de maneira que quando ele me encontra, ele não larga do meu pé e nem sai de perto de mim. Enfim, com isso, minha noite de domingo também foi para o sal, pois não fiquei (e nem ficaria de novo) com o Júnior, mas ele não saía de perto para dar chance a outras pessoas. E nem adianta pedir para ele não ficar grudado, ele fica de qualquer jeito, mesmo sabendo que está atrapalhando. Nem vai embora enquanto não tem certeza de que eu tenha ido antes. Acabei dormindo pouco esta noite também e acordei hoje morrendo de sono.
Sobre o fim de semana, é isso. Sábado que vem tem lançamento dos Body's na academia, tenho que me preparar.
Abraços a todos.
enviada por Super Body






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